Gostaria de comentar um artigo que li de um professor da UFSM.
Convido todos a lerem: http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,41,3761793,19623
Concordo plenamente com tudo dito nesse artigo. Vale ressaltar o seguinte parágrafo:
"Greves são instrumentos eficazes em fábricas, onde os responsáveis pelos salários dos funcionários (os donos das empresas) são os maiores prejudicados. Nas universidades públicas, as greves não têm esse mesmo efeito, pois os principais prejudicados são os estudantes, e não os responsáveis pelos salários dos professores (governo federal). Greves de professores prejudicam também a produção intelectual e tecnológica. Mas esse prejuízo é imponderável, e seu peso só se faz sentir com o passar dos anos – novamente, um mecanismo de pressão ineficaz no presente."
Na Folha de São Paulo, saiu a notícia no dia 28 de julho com a fala do ministro da educação, Aloizio Mercadante, na qual ele diz que a proposta de aumento de salário dos professores não vai melhorar. Link da notícia: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1127464-proposta-feita-a-professores-grevistas-e-a-final-diz-ministro.shtml
Segundo o professor, Rogério Passos, os salários dos professores federais é alto. O que os inclui entre menos de 3% da população que ganha mais que 10 salários mínimos. Com a nova proposta do governo, o salário inicial iria para 10 mil reais.
Para os que gostam de ressaltar que a proposta não foca só no aumento salarial, destaco o seguinte parágrafo:
"As condições atuais de trabalho na UFSM e em outras federais são excelentes: muitos professores não lecionam para mais do que três turmas por semestre (12 horas/aula por semana) durante não mais do que oito meses por ano, além de terem sala, computador, telefone, impressora, biblioteca e ar-condicionado à disposição. Universidades de primeiro mundo não oferecem condições melhores."
Posso garantir que a UFRJ está no mesmo padrão e creio que as outras universidades federais também.
Para os altruístas que estão tão preocupados com os futuros alunos, gostaria de perguntar se as greves de anos atrás solucionaram os nosso problemas atuais. Vocês acreditam mesmo que daqui a 5, 10 anos não haverá outra greve?
Agora eu me pergunto, até quando essa greve vai continuar sabendo que as chances de melhoria da proposta são pequenas, sabendo que os alunos estão sendo altamente prejudicados (e não o governo federal) e sabendo que os salários dos professores já são bons? Espero que não por muito tempo...